quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Oração para a Liberdade


Criador do Universo, hoje pedimos-te que compartilhes conosco uma forte comunhão de amor. Sabemos que teu verdadeiro nome é Amor, que comungar contigo significa compartilhar tua mesma vibração, tua mesma frequência, porque tu és o único que existe no Universo.

Hoje pedimos-te que nos ajudes a ser como tu, a amar a vida, a ser vida, a ser amor. Ajuda-nos a amar como tu, sem condições, sem expectativas, sem obrigações, sem julgamentos. Ajuda-nos a amar-nos e aceitar-nos a nós mesmos sem nos julgar, porque quando nos julgamos, nos achamos culpados e precisamos ser castigados.

Ajuda-nos a amar todas tuas criações de um modo incondicional, em especial aos seres humanos, e sobretudo às pessoas que nos rodeiam: a nossos familiares e a todos aqueles que nos esforçamos tanto por amar. Porque quando os recusamos, recusamos a nós mesmos, e quando recusamos a nós mesmos, recusamos a ti.

Ajuda-nos a amar aos demais tal como são, sem condições. Ajuda-nos a aceitá-los como são, sem julgá-los, porque se os julgamos, os achamos culpados e sentimos a necessidade de castigá-los.

Limpa hoje nosso coração de todo veneno emocional, libera nossa mente de todo julgamento para que possamos viver numa paz e um amor absolutos.

Hoje é um dia muito especial. Hoje abrimos nosso coração para amar de novo e para dizer-nos os uns aos outros: "Amo-te", sem nenhum medo, para valer. Hoje oferecemo-nos a ti. Vêm a nós, utiliza nossa voz, nossos olhos, nossas mãos e nosso coração para compartilhar a comunhão do amor com todos. Hoje, Criador, ajuda-nos a ser como tu. Obrigado por tudo o que recebemos no dia de hoje, em especial pela liberdade de ser quem realmente somos.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Casamento


Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos. De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente. Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por que?" Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouvi-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela. Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa. Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora. No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane. Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir. Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos da forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais. Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis. Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a ideia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio", disse Jane em tom de gozação. Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio". Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório. No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado. No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim. No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. "Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício", pensei. Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias. A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... Ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos. Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mãe todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de ideia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento. Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo". Eu não consegui dirigir para o trabalho... Fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de ideia... Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe Jane. Eu não quero mais me divorciar". Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?". Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe". A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar. Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe". Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama, morta. Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso. Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz! Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer. Mas se escolher compartilhar para alguém, talvez salve um casamento. Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir. Valorize quem realmente te ama... Pense nisso.

Carlos Azevedo

Oração à Nossa Senhora da Medalha Milagrosa


Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de Vossos pés para Vos expor, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada).
Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes Vos solicitamos, para maior Glória de Deus, engrandecimento de Vosso nome, e o bem de nossas almas.
E para melhor servirmos ao Vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre como verdadeiros cristãos. Amém.

Rezar 3 Ave Maria.

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.  

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Ato de Consagração a Jesus Cristo Rei


Ó dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano, lançai sobre nós, humildemente prostrados na Vossa presença, o Vosso olhar. Nós somos e queremos ser Vossos. E a fim de podermos viver mais intimamente unidos a Vós, cada um de nós se consagra, espontaneamente, neste dia, ao Vosso Sacratíssimo Coração.
Muitos há que nunca Vos conheceram; muitos, desprezando Vossos mandamentos, Vos renegaram. Benigníssimo Jesus, tende piedade de uns e de outros e trazei-os todos ao Vosso Sagrado Coração.
Senhor, sede Rei não somente dos fiéis que nunca de Vós se afastaram, mas também dos filhos pródigos que Vos abandonaram: fazei que estes retornem quanto antes à casa paterna, para não perecerem de miséria e de fome.
Sede Rei dos que vivem iludidos no erro ou separados de Vós pela discórdia; trazei-os ao porto da verdade e à unidade da fé, a fim de que em breve haja um só rebanho e um só Pastor.
Senhor, conservai incólume a Vossa Igreja e dai-lhe uma liberdade segura e sem peias; concedei ordem e paz a todos os povos; fazei que de um pólo a outro do mundo ressoe uma só voz: louvado seja o Coração divino que nos trouxe a salvação, honra e glória a Ele por todos os séculos. Amém.

sábado, 23 de novembro de 2013

A Pedra


O distraído tropeçou nela.
O violento projetou-a.
O empreendedor construiu com ela.
O homem do campo cansado, usou-a como assento.
As crianças brincaram com ela.
Drummond poetizou-a.
Davi usou-a para matar Golias.
Miguel Ângelo fez com ela as mais belas esculturas.

Em todos os exemplos a diferença não estava na pedra mas sim no tipo de homem!
Não existe pedra no teu caminho que não possas usar para teu próprio benefício.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Oração Passa Jesus com Teus Anjos


Passa Jesus com Teus anjos, na vida de cada um que O chama agora. Levanta os caídos, anima os que ficaram pela estrada da vida. Renova os sonhos de quem desistiu de sonhar, consola os aflitos, enxuga as lágrimas dos que choram. 
Passa Jesus com Teus anjos e, nesta manhã, restaura: a vida de quem já não acredita mais, a fé de quem já perdeu a esperança, o amor de quem se sente só, a dignidade de quem se sente humilhado, a força de quem se sente fraco. 
Passa com Teus anjos e derrama amor sobre todos nós, derrama perdão para nossas almas aflitas, saúde para nossos corpos deteriorados, esperança para nossas almas secas, amor para nossos corações cansados. 
Passa Jesus com Teus anjos, mas, por favor, não se esqueça de mim, da minha vida, da minha família, dos meus sonhos.
Por crer em Ti, agradeço, espero e confio. Passa Jesus com Teus anjos.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A Mentira Descoberta


O Dr. Arun Gandhi, neto de Mahatma Gandhi e fundador do Instituto M. K. Gandhi para a Vida Sem Violência, em uma palestra na Universidade de Porto Rico, compartilhou a seguinte história como exemplo da vida sem violência experimentada por seus pais.
- Eu tinha 16 anos e estava vivendo com meus pais no instituto que meu avô havia fundado, a 18 milhas da cidade de Durban, na África do Sul, em meio à plantação de cana-de-açúcar. Estávamos bem no interior do país e não tínhamos vizinhos. Assim, sempre nos entusiasmavam, às minhas duas irmãs e a mim, poder ir à cidade visitar amigos ou ir ao cinema.
Certo dia, meu pai me pediu que o levasse à cidade para assistir a uma conferência que duraria o dia inteiro, e eu me apressei de imediato diante da oportunidade. Como iria à cidade, minha mãe deu-me uma lista de compras do supermercado, das quais necessitava, e, como iria passar todo o dia na cidade, meu pai me pediu que me encarregasse de algumas tarefas, como levar o carro à oficina. Quando me despedi de meu pai, ele me disse:
- Nós nos encontraremos neste local às 5 horas da tarde e retornaremos à casa juntos.
Após muito rapidamente completar todas as tarefas, fui ao cinema mais próximo. Estava tão concentrado no filme, um filme duplo de John Wayne, que me esqueci do tempo. Eram 5:30 horas da tarde, quando me lembrei. Corri à oficina, peguei o carro e fui até onde meu pai estava me esperando. Já eram quase 6 horas da tarde.
Ele me perguntou com ansiedade:
- Por que chegou tarde?
Eu me sentia mal com o atraso e não podia dizer a ele que estava assistindo a um filme de John Wayne. Então, eu lhe disse que o carro não ficou pronto e que tive que esperar, sem saber que meu pai já havia ligado para a oficina. Quando ele se deu conta de que eu havia mentido, disse-me:
- Algo não anda bem na maneira pela qual estou educando você, pois vejo que não confia em mim para contar a verdade. Vou refletir sobre o que fiz de errado. Vou caminhar as 18 milhas até nossa casa e pensar sobre isso.
Assim, vestido com sua roupa e seus sapatos elegantes, começou a caminhar até a casa, por caminhos que nem eram asfaltados nem iluminados.
Não podia deixá-lo só. Assim, dirigi por 5 horas e meia atrás dele, vendo meu pai sofrer a agonia de uma mentira estúpida que eu havia dito. Decidi, desde aquele momento, que nunca mais iria mentir.
Muitas vezes me recordo desse episódio e penso: "Se ele me tivesse castigado do modo que castigamos nossos filhos, teria aprendido a lição? Não acredito. Se tivesse sofrido o castigo, continuaria fazendo o mesmo. Mas, tal ação de não-violência foi tão forte, que está guardada na memória, como se fosse ontem".